Pé-de-Atleta: Causas, Sintomas e Como Tratar

Tudo sobre a tinea pedis — infecção fúngica da pele dos pés que afeta milhões de pessoas e pode se espalhar para as unhas

Pé de atleta fungos tratamento – Podologia BH

O pé-de-atleta — nome popular da tinea pedis — é a infecção fúngica de pele mais comum no mundo. Apesar do nome, você não precisa ser atleta para ter: frequenta piscinas, academia, vestiário ou usa calçados fechados por muito tempo? Seu risco já é significativo.

O que é o pé-de-atleta?

É uma micose causada por fungos dermatófitos — especialmente Trichophyton rubrum e T. mentagrophytes — que infectam a camada superficial da pele (epiderme) dos pés. Os fungos se alimentam de queratina e proliferam em ambientes quentes, úmidos e com pouca ventilação.

O nome "pé-de-atleta" existe porque a infecção era muito frequente em atletas que compartilhavam vestiários e chuveiros — mas qualquer pessoa exposta a essas condições pode se infectar.

Tipos de pé-de-atleta

Tipo interdigital (o mais comum)

Afeta os espaços entre os dedos, especialmente entre o 4º e 5º dedos. A pele fica esbranquiçada, macerada, com descamação, coceira intensa e às vezes mau cheiro. Em casos mais avançados, a pele racha e forma fissuras dolorosas.

Tipo hiperqueratótico (mocassim)

Cobre a planta do pé, o calcanhar e as laterais — como a sola de um mocassim. A pele fica espessa, seca e com descamação fina. A coceira pode ser discreta. Frequentemente bilateral (os dois pés). Costuma também afetar uma das mãos simultaneamente (síndrome "dois pés-uma mão").

Tipo vesiculoso (bolhoso)

Forma bolhas cheias de líquido, geralmente na planta e bordas do pé. Muito pruriginoso. Pode abrir e causar erosões. Risco maior de infecção bacteriana secundária.

Tipo ulcerativo

Menos comum. Úlceras e erosões, geralmente associadas a infecção bacteriana sobreposta. Requer tratamento combinado.

Como se pega o pé-de-atleta?

A transmissão é por contato com superfícies ou objetos contaminados:

O fungo pode sobreviver horas a dias em superfícies úmidas. Pés com microlesões (pequenos cortes, fissuras) têm maior risco de infecção.

Sintomas

Riscos se não tratar

Ignorar o pé-de-atleta tem consequências:

Tratamento

Antifúngicos tópicos

São o tratamento de primeira escolha para casos leves a moderados:

Aplique duas vezes ao dia, estendendo além da área visível da lesão. Continue por pelo menos 1 semana após a cura aparente — interromper cedo é a principal causa de recidiva.

Antifúngicos sistêmicos (orais)

Indicados em casos extensos, resistentes ao tópico ou com envolvimento ungueal. Requerem prescrição médica: terbinafina 250mg/dia ou itraconazol 100–200mg/dia por 2–4 semanas.

Cuidados associados

Atenção: Se você tiver diabetes ou imunossupressão, qualquer suspeita de infecção nos pés deve ser avaliada por profissional imediatamente — não tente autotratar.

Prevenção

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Perguntas Frequentes

Sim, é altamente contagioso. A transmissão ocorre pelo contato com superfícies contaminadas (vestiários, piscinas, tapetes), objetos compartilhados ou contato direto com pele infectada. O fungo sobrevive horas a dias em superfícies úmidas.

Com antifúngico tópico adequado, casos leves melhoram em 2–4 semanas. Interromper antes do tempo é a principal causa de recidiva. Continue o tratamento por ao menos 1 semana após o desaparecimento dos sintomas.

Terbinafina creme 1% tem a maior taxa de cura com uso mais curto (1 semana). Clotrimazol, miconazol e bifonazol também são eficazes com 2–4 semanas de uso. O podólogo indica o mais adequado para o tipo específico de infecção.

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