Como Tratar Unha Encravada: Guia Completo

Da automedicação segura ao tratamento profissional — entenda cada etapa e saiba quando buscar um podólogo em BH

Tratamento de unha encravada – Podologia BH

A unha encravada — tecnicamente chamada de onicocriptose — é uma das queixas mais frequentes nos consultórios de podologia. A boa notícia: com o tratamento certo, a solução é simples e definitiva. O problema é que muita gente tenta resolver sozinha de forma inadequada e agrava a situação.

O que é uma unha encravada?

Onicocriptose é o encravamento da borda lateral (ou raramente anterior) da lâmina ungueal no tecido mole periungual. O resultado é dor, inchaço, vermelhidão e, nos casos mais avançados, infecção com secreção purulenta.

O hálux (dedão) é o dedo mais afetado — especialmente a borda lateral —, mas o encravamento pode ocorrer em qualquer dedo do pé.

Graus de gravidade

A classificação mais usada divide a onicocriptose em três graus:

O que fazer em casa (Grau I)

Nos casos iniciais, algumas medidas de suporte podem aliviar enquanto você agenda uma consulta:

  1. Banho morno de imersão: 15–20 minutos de imersão em água morna com sal grosso amolece o tecido e reduz a dor. Faça 2×/dia.
  2. Não corte em "V" ou em ângulo: o corte triangular popular não resolve o encravamento — é um mito que pode piorar.
  3. Afaste a borda com algodão: cuidadosamente, coloque um pequeno chumaço de algodão umedecido entre a borda da unha e o sulco, aliviando a pressão.
  4. Calçados abertos ou largos: reduza a pressão lateral enquanto o tratamento profissional não é feito.
  5. Não espete, não cave: instrumentos não esterilizados abrem porta para infecção grave.
Atenção: Se já há secreção, tecido arroxeado, febre ou você tem diabetes, não tente tratar em casa. Procure um podólogo imediatamente.

Tratamentos profissionais

Tratamento conservador (Graus I–II iniciais)

O podólogo realiza a remoção da espícula (fragmento de unha penetrado), a limpeza do sulco e, quando necessário, a aplicação de curativos com antisséptico. O procedimento é feito com instrumentos esterilizados e técnica precisa, sem anestesia na maioria dos casos grau I.

O principal benefício: sem corte, sem ponto, retorno imediato às atividades normais.

Órtese ungueal (casos recorrentes)

A órtese é um dispositivo de fibra de vidro colado à lâmina ungueal que exerce tensão progressiva, redirecionando o crescimento da unha para longe do sulco. É indolor, praticamente invisível e altamente eficaz em casos de recidiva frequente.

O tratamento dura 3–6 meses com acompanhamento periódico no consultório.

Matricectomia química (Grau III / recidivantes)

O método mais definitivo. Após anestesia local, o podólogo remove a borda lateral da lâmina e aplica fenol (ácido fênico) ou TCA na matriz ungueal, destruindo as células que produziriam aquela porção da unha. Resultado: a borda problemática não cresce mais.

Recuperação: 3–6 semanas com curativos diários. Taxa de sucesso: 85–95%. Taxa de recidiva: inferior a 15%.

Causas da unha encravada

Entender a causa é essencial para evitar a recidiva:

Como cortar a unha corretamente

A prevenção começa no corte:

  1. Use alicate de cutícula ou tesoura reta de podologia — nunca alicates domésticos curvos.
  2. Corte em linha reta, paralela à base da unha.
  3. Deixe a borda da unha no mesmo nível ou ligeiramente além do tecido lateral.
  4. Não arredonde os cantos para dentro.
  5. Arquivo levemente as arestas com lixa de vidro para eliminar pontas cortantes.

Quando ir ao podólogo?

Não espere o problema piorar. Procure um podólogo se:

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Perguntas Frequentes

Casos muito leves podem ser aliviados com banho morno e chumaço de algodão. Porém, qualquer manipulação inadequada pode piorar o quadro, causar infecção ou transformar um caso simples em cirúrgico. O ideal é sempre consultar um podólogo — o tratamento profissional é rápido e muito menos doloroso do que se imagina.

Com tratamento profissional, casos leves melhoram em 1–2 semanas. Casos com infecção ou que precisam de cirurgia têm recuperação de 3–6 semanas. Sem tratamento, a tendência é piorar e cronificar, aumentando muito o risco de intervenção mais invasiva.

O procedimento é feito com anestesia local — portanto não há dor durante. Após a anestesia passar, pode haver leve desconforto por 1–3 dias, controlável com analgésicos comuns. A taxa de recidiva com matricectomia química é inferior a 15%, sendo a solução mais definitiva para casos recorrentes.

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